Crianças fisicamente ativas possuem menor risco de desenvolver a doençaA rotina sedentária e regada por uma alimentação rica em gorduras também tem produzido efeitos nocivos à saúde da população infantil. Para exemplificar, podemos citar o aumento de casos de diabetes mellitus em crianças, uma condição decorrente da deficiência na produção ou na ação da insulina, que, se não diagnosticada precocemente, pode acarretar prejuízos à saúde, tanto em curto quanto em longo prazo.
Dessa forma, a recomendação é que os pais incentivem hábitos saudáveis em seus filhos desde pequeninos. Mais do que isso, a adesão de todos os membros da família a um estilo de vida menos propenso a esta doença é a melhor forma de preveni-la. Afinal, nessa fase da vida, a criança está atenta aos exemplos dos pais, irmãos, primos, professores e, também, dos amigos.
O diabetes pode ser do tipo 1 – associado à formação de autoanticorpos que agem contra as células do pâncreas, que produzem a insulina - ou do tipo 2, mais diretamente relacionado a maus hábitos alimentares, sedentarismo e obesidade. A doença, no início, pode passar despercebida ou, mais frequentemente, provoca aumento na produção de urina e muita sede. Daí a importância do exame clínico periódico e, se os sintomas citados forem observados, da busca imediata de orientação médica. Essa rotina deve ser adotada, sobretudo, se há histórico da doença na família, pois a predisposição herdada é um fator significativo no desenvolvimento da condição.
Já no diabetes tipo 1, a criança tende a emagrecer, ter mais fraqueza e sonolência, além de apresentar os sintomas já citados. Nessa situação, mais uma vez, a rápida avaliação médica é a medida fundamental para garantir sua segurança. Para se ter uma ideia, dados da IDF – Federação Internacional de Diabetes – dão conta que o diabetes tipo 1 cresce cerca de 3% ao ano em crianças na fase pré-escolar.

Como é feito o diagnóstico do diabetes?
O diagnóstico do diabetes é feito com exames de glicemia, ou seja, dosagens de glicose – o principal tipo de açúcar do organismo – no sangue. O resultado é considerado normal quando a taxa em jejum não passa de 99 mg/dL. Se esse valor fica entre 100 e 125 mg/dL, é recomendável um teste de tolerância à glicose que repete a dosagem após a ingestão de quantidade estabelecida da substância. De maneira geral, o diagnóstico de diabetes mellitus é confirmado quando há resultados de glicemia de jejum iguais ou superiores a 126 mg/dL em duas ocasiões diferentes ou, então, com valores iguais ou superiores a 200 mg/dL após duas horas da ingestão oral da sobrecarga de glicose ou em qualquer ocasião do dia na qual a criança não esteja em jejum.
Para o controle adequado da doença, além da medicação, do monitoramento da taxa de açúcar no sangue e da reeducação alimentar, é muito importante a prática de atividades físicas. Crianças ativas e que praticam exercícios amenizam riscos da doença e de suas complicações.
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Este material foi elaborado pelo Lego Medicina Diagnóstica, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.