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Câncer de mama 

 
Conheça as formas de diagnóstico e prevenção do tipo de câncer mais comum em mulheres

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum na população feminina. No Brasil, o número de casos da doença chega a 50 mil a cada ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer. Embora a mortalidade por esse tipo de câncer ainda seja elevada, muitas mulheres atualmente conseguem se curar graças aos avanços no diagnóstico e no tratamento das lesões mamárias malignas.

Não dá para saber, de antemão, que mulheres vão apresentar a doença. Mas a chance de desenvolvê-la é maior em quem possui casos de câncer de mama ou ovário na família (principalmente mãe ou irmã), em quem teve a primeira menstruação muito cedo, em quem entrou na menopausa muito tarde (após os 52 anos), em quem nunca engravidou e, claro, em quem já teve alguma lesão maligna nas mamas. Contudo, o câncer de mama também pode surgir sem que haja nenhum desses fatores de risco. Afinal, todo câncer se origina de uma alteração celular cuja causa nem sempre está ao alcance da ciência.

Diante dessa incerteza, as sociedades médicas recomendam – na maioria das vezes – que as mulheres a partir de 40 anos de idade realizem uma mamografia anual, que nada mais é do que uma radiografia específica das mamas, com o uso de pequenas doses de raios X. Esse método permite a identificação de pequenos nódulos e de lesões suspeitas ainda impalpáveis, possibilitando o diagnóstico na fase inicial da doença, quando as chances de cura podem ser mais altas e o tratamento, geralmente, menos agressivo. Por conta disso, a realização rotineira do exame em intervalos periódicos comprovadamente reduz o número de mortes por câncer de mama.

Características do exame

A mamografia não é dolorida, mas pode ser um pouco desconfortável porque as mamas precisam ser posicionadas de forma ideal no aparelho e comprimidas suficientemente para que os tecidos fiquem bem espalhados, permitindo boa visualização de alguma alteração com o uso de baixas doses de radiação. Para diminuir o desconforto, mais frequente nas mulheres em idade fértil, que têm menor quantidade de gordura e tecido glandular mais exuberante nos seios, recomenda-se marcar o exame após a menstruação, entre o 5º e o 10º dia do ciclo menstrual. Na menopausa, as mamas são naturalmente menos sensíveis e, assim, nessa fase a execução da mamografia é usualmente bem tolerada. Contudo, as mulheres que fazem reposição hormonal podem sentir mais desconforto durante a compressão das mamas.

Periodicidade ideal

Como alguns tumores de mama podem crescer mais rapidamente, sobretudo nas mulheres com menos de 50 anos, a mamografia repetida todo ano consegue flagrar o desenvolvimento de pequenas lesões entre um ano e outro. Os resultados anteriores sempre devem ser apresentados na ocasião de cada exame para permitir ao médico examinador a comparação dos laudos, já que isso facilita a identificação de alterações suspeitas que não existiam anteriormente e reduz a necessidade de realizar radiografias complementares.

Dupla leitura do laudo

A verificação das imagens por dois médicos radiologistas em dias diferentes aumenta o poder diagnóstico da mamografia, razão pela qual a URP adota esse procedimento em sua rotina. Quando algum aspecto do exame não fica totalmente esclarecido, a cliente pode ser chamada para complementar a avaliação, com a obtenção de novas imagens, a fim de que as dúvidas existentes sejam esclarecidas.

Cuidados adicionais

Em qualquer idade, mesmo antes da faixa etária indicada para o exame clínico anual das mamas, são imprescindíveis a consulta regular ao ginecologista e o autoexame, que tem particular importância para pesquisar alterações mamárias visíveis ou palpáveis. O autoexame deve ser feito todos os meses, após o período menstrual, geralmente a partir dos 20 anos de idade.
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