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Indisposição, palidez e falta de apetite? Fique atento. Podem ser sinais de anemia 

 

Dados da Organização Mundial de Saúde dão conta de que aproximadamente 30% da população mundial é anêmica

 

Não é de hoje que se sabe que uma alimentação saudável e balanceada é essencial para manter a saúde e, consequentemente, a qualidade de vida. Mas, com a atribulada rotina das grandes cidades, é cada vez mais comum a substituição de alimentos nutritivos pelos chamados fast foods, que ganham pela rapidez no preparo, mas perdem nos constituintes necessárias para manter o bom funcionamento do organismo.

 

Como resultado, logo se iniciam os sinais dessa deficiência que pode comprometer seriamente as atividades cotidianas. A anemia pode ser uma dessas consequências. Caracteriza-se essencialmente pelo déficit de hemoglobina no sangue, prejudicando o transporte do oxigênio a todas as partes do corpo, já que é no centro dessa proteína em que a molécula é conduzida pelo organismo.

 

Por isso, a pessoa pode começar a sentir fadiga, alterações no apetite, palidez (observada, principalmente na parte interna das pálpebras e nas palmas das mãos) e falta de ar durante a movimentação física. Dados da OMS – Organização Mundial de Saúde – dão conta de que aproximadamente 30% da população mundial é anêmica.

 

E quem está mais suscetível à doença são as crianças, gestantes, lactantes (mulheres que estão amamentando), meninas adolescentes e mulheres adultas em fase de reprodução. Tanto que uma pesquisa recente divulgada pelo Ministério da Saúde aponta que a carência de ferro afeta 20% das crianças brasileiras abaixo dos 5 anos e que 17% delas têm carência de vitamina A. Os resultados também indicam que quase 30% das mulheres em idade fértil têm anemia.


Tem tratamento?

O tratamento da anemia varia de acordo com as causas da doença, que, neste caso, referem-se às carências nutricionais. Os nutrientes mais frequentemente envolvidos são o ferro, a vitamina B12 e o ácido fólico. Porém há diversos outros problemas que comprometem a produção dos glóbulos vermelhos – as hemácias – ou que resultam na destruição precoce desses elementos sanguíneos. Daí a importância de estar sempre atento aos sinais do corpo e procurar ajuda médica quando algo incomodar. Com a avaliação médica detalhada será possível a correta realização de exames, sobretudo o hemograma, para, depois de identificada a causa, traçar o tratamento mais adequado.

 

Como prevenir?

Apenas as anemias causadas por deficiência de ferro, vitamina B12 e ácido fólico podem ser prevenidas, o que não é pouca coisa, pois essas causas respondem pela maioria dos casos da doença.


A prevenção basicamente consiste no consumo cotidiano de alimentos que naturalmente forneçam esses nutrientes. As melhores fontes de ferro são as de origem animal, como as carnes – de vaca, frango, peixes, etc – e, em especial, o fígado. Esses alimentos também repõem a vitamina B12. O feijão, a lentilha e outros vegetais possuem uma forma de ferro que o organismo absorve em menor intensidade. Isso pode ser em parte melhorado com a ajuda da ingestão de alguma fonte de vitamina C, como suco de laranja e de acerola. O ácido fólico, por sua vez, está presente em alimentos como espinafre, feijão branco, aspargos, verduras de folhas escuras, soja e derivados, laranja, melão e maçã.

 

A higienização dos alimentos e da água, além de uma boa estrutura sanitária, são medidas fortemente preventivas, pois as parasitoses e infecções intestinais por outros agentes são frequentes causas de deficiência de ferro. Considerando ainda as perdas de sangue, o fluxo menstrual intenso e prolongado nas mulheres em idade fértil e outras formas de sangramento em qualquer indivíduo são fatos relevantes que devem ser investigados e tratados, de preferência, antes de resultarem na anemia.

 


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Este material foi elaborado pelo Lego, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.

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